Hapvida (HAPV3) sofre queda na bolsa após mudanças na gestão
Hapvida enfrenta um momento desafiador no mercado financeiro, com uma queda significativa nas ações após mudanças na gestão. Vamos entender o que isso significa para a empresa e seus investidores.
O mercado financeiro reagiu com força às notícias da Hapvida (HAPV3) nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026. As ações da companhia registraram uma desvalorização expressiva de 8,4%. Essa queda acentuada reflete uma combinação de fatores: ruídos na gestão da empresa e preocupações crescentes do mercado com a dinâmica operacional da operadora de saúde.
A Hapvida confirmou, na manhã do dia 13 de janeiro de 2026, a nomeação de Alain Benevenuti para o cargo de novo vice-presidente comercial. Essa movimentação já havia sido antecipada pelo Pipeline, do Valor. Benevenuti, que faz parte da Hapvida desde 2017, havia deixado recentemente a posição de diretor operacional. Para analistas, essa é mais uma alteração na sequência de mudanças no alto escalão da operadora.
Em comunicado oficial, a Hapvida destacou que a escolha de Benevenuti reforça a capacidade da empresa em executar sua estratégia, ressaltando a vasta experiência do executivo em operações de grande escala e na gestão de redes próprias. Com essa mudança, Jaqueline Sena, que ocupava a posição, passará a se dedicar integralmente à unidade de odontologia, uma área considerada estratégica para o crescimento da companhia.
Apesar da reação negativa imediata do mercado, nem todos os analistas veem a situação de forma pessimista. O Bradesco BBI, por exemplo, avalia que o retorno de Benevenuti ao comando da área comercial é um ponto positivo para o negócio. Contudo, o banco reconhece que as constantes alterações na estrutura de gestão geram um certo “ruído” e incerteza. Os analistas, liderados por Márcio Osako, acreditam que a presença do executivo pode facilitar uma transição mais suave e ser crucial para a retomada comercial da operadora.
Por outro lado, o Itaú BBA levantou preocupações significativas sobre o desempenho operacional da Hapvida. O banco apontou que a empresa registrou uma perda líquida de 18 mil beneficiários em dezembro, o que representa uma queda de 0,2% em comparação mensal. No trimestre, a retração foi ainda maior, com a perda de 35 mil vidas. A maior pressão veio do segmento corporativo, que perdeu 20 mil beneficiários no trimestre, enquanto as bases de afinidade e individual também mostraram retração.
Do ponto de vista geográfico, o desempenho da Hapvida foi particularmente fraco em algumas regiões-chave. A região metropolitana de São Paulo, por exemplo, registrou uma perda líquida de 20 mil beneficiários. No Rio de Janeiro, onde a companhia tem feito investimentos recentes, houve uma redução de 1 mil vidas. Em contraste, a Hapvida conseguiu registrar algumas adições líquidas em áreas como o Distrito Federal e o Centro Amazonense.
Para os analistas, o desempenho operacional mais fraco, somado às sucessivas mudanças na gestão, ajuda a explicar a pressão sobre os papéis da Hapvida no pregão. Mesmo assim, parte do mercado ainda enxerga um potencial de recuperação no médio e longo prazo. O Bradesco BBI, por exemplo, mantém sua recomendação de compra para as ações da Hapvida, com um preço-alvo de R$ 27. Esse valor implica um potencial de valorização de 76,9% sobre o fechamento do dia anterior à notícia.
Essa visão sugere que, apesar dos desafios atuais, a experiência de Alain Benevenuti e a estratégia da empresa podem, no futuro, reverter o cenário e impulsionar o crescimento da operadora de saúde.
Fonte: Valor Investe
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