Entenda os seguros imobiliários: o que cobrem e o que não cobrem
Você sabia que nem todos os danos causados por intempéries estão cobertos? Seguros imobiliários podem ser confusos, mas entender suas cláusulas é essencial para evitar prejuízos.
Com a recente onda de vendavais e tempestades pelo Brasil, muitos se perguntam: meu seguro cobre isso? A verdade é que nem toda apólice oferece proteção completa, e conhecer os detalhes é crucial para não ter dor de cabeça e prejuízo. Danos em telhados, infiltrações, vidros quebrados e equipamentos queimados são problemas comuns que geram muitas dúvidas.
A Dra. Siglia Azevedo, especialista em Direito Imobiliário, nos alerta: não podemos simplesmente presumir que qualquer estrago causado por um vendaval será coberto. Cada seguro tem suas regras, limites e exclusões. Ignorar esses pontos pode custar caro.
Geralmente, as apólices mais completas para seguros imobiliários incluem cobertura para:
A Dra. Siglia Azevedo reforça que, quando o vendaval afeta a estrutura do imóvel, a cobertura costuma estar presente, especialmente nos seguros obrigatórios de condomínios.
Apesar do que muitos pensam, alguns itens e situações não são cobertos pela maioria dos seguros. Fique atento a estas exclusões comuns:
É um erro comum achar que o seguro do condomínio cobre tudo. A advogada Siglia Azevedo esclarece que ele protege a estrutura do prédio, mas não o conteúdo das unidades individuais dos moradores.
Saber quem aciona o seguro é fundamental. A responsabilidade varia de acordo com a parte envolvida:
A Dra. Siglia Azevedo enfatiza a importância de cada um conhecer suas responsabilidades. Um inquilino, por exemplo, não pode esperar uma cobertura que só existe no seguro do proprietário.
Mesmo com a cobertura contratada, as seguradoras podem negar o pagamento da indenização se identificarem negligência por parte do condomínio ou do proprietário. A falta de manutenção é um fator crítico.
A especialista Siglia Azevedo alerta que seguradoras já recusaram indenizações por problemas como calhas entupidas, telhados em mau estado ou árvores que tinham laudos de risco ignorados. Nesses casos, o vendaval não é o único culpado pelo dano.
Por isso, a Dra. Siglia Azevedo recomenda que condomínios revisem suas apólices e que proprietários atualizem seus seguros residenciais, incluindo coberturas essenciais como vendaval e danos elétricos. Com o aumento dos eventos climáticos extremos, a prevenção começa com um bom contrato de seguro, a compreensão das cláusulas e a manutenção em dia.
Fonte: Revista Cobertura
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