Trump apresenta novo plano de saúde com pagamentos diretos aos consumidores
O presidente Donald Trump anunciou um novo plano de saúde que promete revolucionar o setor. Com o foco em pagamentos diretos, esse modelo pode impactar profundamente a vida dos consumidores. Você está preparado para entender as mudanças?
O cenário da saúde nos Estados Unidos pode estar à beira de uma grande transformação. Em 15 de janeiro de 2026, o ex-presidente Donald Trump apresentou uma proposta ambiciosa para o setor, batizada de “O Grande Plano de Saúde”. A ideia central é mudar a forma como os americanos acessam e pagam por seus cuidados, substituindo os tradicionais subsídios governamentais para seguros por um sistema de pagamentos diretos em contas de poupança de saúde. Essa abordagem promete agitar o debate e trazer novas perspectivas para milhões de pessoas.
A essência do plano de Trump reside na transferência de recursos diretamente para os consumidores. Em vez de o governo subsidiar as seguradoras, o dinheiro iria para contas de poupança de saúde dos cidadãos. A Casa Branca defende que essa mudança traria uma série de benefícios, como a redução dos preços dos medicamentos e dos prêmios de seguro. Além disso, a proposta visa aumentar a transparência dos custos e responsabilizar mais as seguradoras por seus serviços.
Mehmet Oz, que atua como administrador dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid dos EUA, destacou que o plano foi desenhado para ajudar o Congresso a criar uma legislação que realmente atenda às necessidades da população. A expectativa é que essa estrutura possa simplificar o acesso e o gerenciamento dos gastos com saúde para os americanos.
Um dos pontos-chave do “Grande Plano de Saúde” é a intenção de codificar os acordos de preços de medicamentos de “nação-mais-favorecida” que Trump já havia defendido. Isso significa que os preços dos medicamentos nos EUA seriam alinhados com o que é pago em outras nações ricas. O ex-presidente já havia fechado acordos com 14 fabricantes de medicamentos, impactando o programa Medicaid e pagadores em dinheiro. A proposta também busca tornar mais medicamentos disponíveis para compra sem receita, o que poderia facilitar o acesso e, potencialmente, reduzir custos para os consumidores.
A Casa Branca projeta que o plano, que inclui um programa de redução de custos compartilhados de seguros, poderia diminuir os prêmios mais comuns do plano Obamacare em mais de 10%. Essa economia, se concretizada, seria um alívio para muitos lares americanos.
Apesar das promessas, o plano de Trump não está isento de críticas. Especialistas e opositores levantam a preocupação de que a substituição dos subsídios por pagamentos em contas de poupança de saúde poderia prejudicar os norte-americanos de baixa renda. A principal apreensão é que essa parcela da população possa ser forçada a optar por planos de seguro de curto prazo ou com franquias muito altas, o que poderia deixá-los vulneráveis em caso de grandes despesas médicas.
O anúncio do plano de Trump surge em um momento delicado para o sistema de saúde americano. Milhões de pessoas estão enfrentando custos de saúde mais elevados, especialmente com o encerramento das inscrições abertas para a maioria dos planos Obamacare subsidiados pelo governo federal. Os dados da empresa de políticas de saúde KFF mostram um aumento significativo nos custos dos prêmios, que saltaram de uma média de US$ 888 em 2025 para US$ 1.904 em 2026. Esse aumento é consideravelmente maior do que a economia prometida pelo plano de Trump, o que intensifica o debate sobre a eficácia das propostas.
Trump já sinalizou que pode vetar qualquer legislação que prorrogue os subsídios do Obamacare, reforçando sua preferência por um modelo onde o dinheiro vai diretamente para os cidadãos, e não para as seguradoras.
Apesar da esperança da Casa Branca por apoio bipartidário, a implementação do plano de Trump enfrenta um Congresso profundamente dividido. É improvável que uma legislação tão significativa para o setor de saúde seja aprovada rapidamente. Há um grupo de parlamentares negociando uma possível extensão dos créditos tributários da era da Covid, que expiraram no final do ano passado, mas os republicanos permanecem divididos sobre o tema. A posição de Trump, de que o financiamento deve ir diretamente para os consumidores via contas de poupança de saúde, alinha-se com a visão de republicanos que se opõem à extensão dos subsídios do Obamacare.
O “Grande Plano de Saúde” de Donald Trump representa uma tentativa de redefinir o sistema de saúde dos Estados Unidos, com foco na autonomia do consumidor e na transparência de custos. Embora a proposta prometa reduzir preços e prêmios, ela também levanta questões importantes sobre o acesso e a proteção dos mais vulneráveis. O caminho para sua implementação será longo e complexo, dependendo da capacidade de Trump de angariar apoio em um cenário político polarizado. Resta saber como essas mudanças, se aprovadas, impactarão a vida de milhões de americanos e o futuro da assistência médica no país.
Fonte: Money Times
Saúde mental é o foco da ação da Hapvida no clássico Flamengo e Vasco, promovendo… Mais informação
A Certificação Avançada em Resseguro Facultativo de Property capacita profissionais para riscos patrimoniais severos. Mais informação
Férias Premiadas: participe do sorteio de R$500 em combustível e kits exclusivos da PROAUTO. Inscreva-se… Mais informação
Capitalização é a chave para a formação de corretores de seguros. Descubra como se qualificar… Mais informação
Insurance Mega Trends traz líderes do setor para discutir inovações e regulação no mercado de… Mais informação
Judicialização pode alcançar 1,2 milhão de ações anuais até 2035, exigindo reformas no setor de… Mais informação
Solicite sua cotação online
Esse site utiliza cookies para uma melhor experiência para você.