Câncer de pele: aumento alarmante de casos no Brasil em uma década

Câncer de pele: estudo revela aumento de 307% nos casos entre beneficiários de planos de saúde. Entenda os dados e a importância da prevenção.

O aumento de casos de câncer de pele no Brasil é alarmante. Um estudo recente revela que os registros mais que triplicaram entre 2015 e 2024. Vamos entender essa realidade e a importância da prevenção.

Câncer de Pele: Um Alerta Urgente no Brasil com Crescimento de 307%

O verão está chegando, e com ele, um alerta importante sobre a saúde da nossa pele. Um novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) revelou dados preocupantes sobre o câncer de pele no Brasil. Entre 2015 e 2024, a quantidade de casos registrados entre quem tem plano de saúde mais que triplicou, mostrando um aumento acumulado de 307,1% na taxa de ocorrências a cada 100 mil beneficiários.

Mesmo que a pesquisa tenha focado em dados da saúde suplementar, o IESS ressalta que essa tendência é um forte indicativo de um problema que afeta toda a população brasileira. Isso é ainda mais relevante agora, com o aumento da exposição ao sol.

Crescimento dos Casos de Câncer de Pele no Brasil

José Cechin, superintendente executivo do IESS, explica que o início do verão torna essa discussão ainda mais atual. Ele aponta que os números refletem um cenário maior, que inclui o envelhecimento da população, o efeito acumulado da exposição solar (também ligado às mudanças climáticas), e a necessidade de diagnósticos cada vez mais cedo, além de ações que incentivem a prevenção. O estudo completo, chamado “Evolução do câncer de pele entre beneficiários de planos de saúde (2015-2024)”, está disponível para download no site do IESS.

Com o crescimento da doença, a pressão sobre os serviços de saúde também aumentou. A relação de casos por prestador de serviço de saúde subiu 73,3% ao longo do período analisado. Isso mostra que a demanda está mais concentrada na rede credenciada, especialmente em dermatologistas e equipes de tratamento oncológico. Cechin acredita que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve estar enfrentando um impacto semelhante.

A análise por idade mostra que o envelhecimento da população é um fator crucial para o avanço da doença. Pessoas com 60 anos ou mais apresentaram as maiores taxas em todos os anos estudados, chegando a 108,6 casos por 100 mil beneficiários em 2024. Esse número é quase quatro vezes maior do que o registrado em 2015. Para adultos entre 40 e 59 anos, o crescimento também foi significativo, enquanto os mais jovens, com menos de 40 anos, mantiveram taxas mais baixas.

Curiosamente, embora os homens apresentem mais casos em números absolutos, o aumento proporcional foi quase o mesmo entre homens e mulheres. Isso sugere que os fatores que impulsionam o crescimento — como o ambiente, o comportamento e a melhoria dos diagnósticos — agem de forma parecida em ambos os sexos.

O estudo também notou um impacto da pandemia de Covid-19, com uma queda nos registros em 2020, seguida por uma retomada rápida nos anos seguintes. Isso é interpretado como um “efeito rebote”, ou seja, diagnósticos que foram adiados e depois realizados.

Importância da Prevenção e Diagnóstico Precoce

Para o IESS, esses resultados reforçam a urgência de campanhas contínuas de educação em saúde, uso de protetor solar (fotoproteção), acompanhamento médico regular (vigilância clínica) e diagnóstico precoce. Estimativas internacionais citadas no estudo indicam que até 90% dos casos de câncer de pele poderiam ser evitados com medidas preventivas adequadas.

É fundamental lembrar que a prevenção é a nossa melhor defesa. Proteger-se do sol, especialmente nos horários de pico, e fazer exames regulares da pele são passos simples que podem fazer uma grande diferença na luta contra o câncer de pele.

Fonte: Revista Cobertura

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